Decisão histórica da Microsoft pode retirar a franquia de tiro do serviço para salvar a sustentabilidade do catálogo
Planos ambiciosos da Microsoft para o Xbox Game Pass sofrem um duro golpe com a possibilidade real de Call of Duty deixar o serviço. A estratégia de lançamentos simultâneos na assinatura, que custou bilhões, pode ser encerrada para proteger as receitas da companhia.
Desde a aquisição da Activision Blizzard, a expectativa era de que a franquia de guerra fosse o grande motor de crescimento do ecossistema Xbox. No entanto, o jornalista Jez Corden, do Windows Central, revelou que o próximo título da série, previsto para o final de 2026, pode não chegar ao catálogo de assinantes no primeiro dia.
Embora Call of Duty: Black Ops 6 tenha gerado um pico temporário de adesões em 2024, o resultado financeiro a longo prazo decepcionou. A gigante da tecnologia percebeu uma queda acentuada nas vendas diretas de jogos dentro de seu próprio sistema, o que prejudicou o retorno sobre o investimento bilionário feito na desenvolvedora.
Corden explica que a inclusão da marca “quebrou” a lógica do Game Pass, já que o engajamento massivo de Call of Duty consome o orçamento destinado a outros títulos. Como o serviço distribui lucros baseados no tempo de jogo, sobra menos capital para renovar o catálogo com produções independentes ou de outros gêneros.
Para o consumidor, os efeitos colaterais já são visíveis, como o aumento expressivo na mensalidade do plano Ultimate, que atingiu R$ 119,90 no Brasil em 2025. Caso a remoção da franquia se confirme, a Microsoft cogita reduzir os valores das assinaturas ou lançar planos mais baratos com seleções de jogos limitadas.
Esta movimentação sugere que o modelo de “Netflix dos games” enfrenta seu maior desafio de sustentabilidade até agora. Resta saber se os fãs aceitarão pagar o preço total pelos próximos títulos após anos de acesso incluso na assinatura mensal.