A Marvel Studios prepara a introdução dos mutantes em seu universo compartilhado, com um longa-metragem dos X-Men previsto para 2028. O projeto traz a oportunidade de deixar para trás a repetição de figuras centrais das duas fases anteriores da Fox, que focaram insistentemente em nomes como Magneto, Mística e nas duas versões do arco da Fênix Negra.
Para oxigenar a franquia nas telas, o vasto acervo das histórias em quadrinhos oferece opções clássicas que ainda não foram desgastadas pelo cinema. Conheça três antagonistas com potencial narrativo para o novo momento dos heróis.

3. Grotesk e as civilizações subterrâneas
Apresentado em X-Men #41, Grotesk é o único sobrevivente da civilização dos Gortokianos, dizimada após testes nucleares subterrâneos conduzidos pela humanidade. A radiação resultante concedeu a ele força e durabilidade sobre-humanas, somadas a uma revolta contra a população da superfície. Em sua estreia, o vilão chegou a protagonizar a aparente morte do Professor Xavier, revelado depois como o mutante Morfo disfarçado.
O personagem liderou temporariamente os Homens de Lava e articulou o uso de um Oscilador para tentar destruir a Terra. Seu visual com inspirações que remetem a guerreiros bárbaros e sua ligação com tragédias provocadas por armas atômicas permitiriam ao cinema explorar o Subterrâneo e mitologias ancestrais do universo Marvel, distanciando a trama dos conflitos habituais entre mutantes.

2. Warhawk e os experimentos militares
Criado por Chris Claremont, Mitchell Tanner, o Warhawk (Gavião de Guerra), é um veterano da Guerra do Vietnã submetido a uma versão preliminar e instável do soro do supersoldado. O procedimento garantiu a Tanner pele blindada, força ampliada e envelhecimento retardado, atributo que facilitou aparições do personagem em diferentes épocas das HQs, enfrentando até heróis como Punho de Ferro.
Em Uncanny X-Men #110, contratado pelo Clube do Inferno, Tanner se infiltrou na Mansão X fingindo ser um técnico de manutenção telefônica. O mercenário dopou Moira MacTaggert, surpreendeu Xavier e Jean Grey e conseguiu prender a equipe na Sala de Perigo, até ser contido por Wolverine. Adaptá-lo nas telas integraria as narrativas dos mutantes ao histórico militar dos programas de supersoldados do estúdio.

1. Solaris (Sunfire) e os conflitos geopolíticos
Introduzido em Uncanny X-Men #64, Shiro Yoshida, o Solaris, atua na fronteira tênue entre herói e adversário. Protetor do Japão dotado de poderes térmicos e de voo, suas primeiras motivações nasceram do ressentimento contra os Estados Unidos, motivado pelas consequências do bombardeio atômico de Hiroshima, que atingiu sua mãe diretamente.
A postura impetuosa e nacionalista gerou confrontos diretos com a equipe de Xavier antes de alianças temporárias. No cinema, o mutante pode servir como um antagonista inicial guiado por desentendimentos ideológicos, funcionando ainda como uma conexão com núcleos asiáticos da editora, a exemplo de Luna Snow, Lin Lie e os Agentes de Atlas.
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