O jogo brasileiro 171 recebeu novas informações sobre sua versão final, reforçando a proposta narrativa e a ambição de seu mundo aberto inspirado no estado de São Paulo. O título acompanha a trajetória de Nicolau, um homem comum que sempre tentou viver corretamente em uma cidade dominada pelo crime, até ver sua vida virar de cabeça para baixo por causa das escolhas do irmão, Rogério.
Quando Rogério se envolve com uma facção violenta, Nicolau é arrastado para um submundo que sempre tentou evitar. A partir desse ponto, a narrativa mergulha em dilemas morais, lealdade familiar e sobrevivência, colocando o jogador diante de decisões que desafiam a linha entre o certo e o errado.
Um mundo aberto que reflete desigualdade e contrastes sociais
A versão final de 171 aposta em um mapa amplo e conectado, dividido em regiões distintas, cada uma com identidade própria, economia específica e diferentes tipos de perigos. O jogo não se limita ao cenário urbano e explora contrastes sociais, geográficos e culturais que refletem a realidade brasileira.
Do caos da metrópole ao isolamento do interior, passando por áreas industriais e pelo litoral, o mundo de 171 busca representar um estado marcado por desigualdade, oportunidades e criminalidade em diferentes escalas.
Paulistânia: o epicentro do caos urbano
Paulistânia é o coração econômico e narrativo do jogo. Uma metrópole que nunca dorme, marcada por arranha-céus, trânsito intenso, presença constante da polícia e uma vida noturna pulsante. Executivos dividem espaço com trabalhadores informais, enquanto sirenes e buzinas formam a trilha sonora constante da cidade.

É nesse ambiente hostil que Nicolau enfrenta parte dos maiores desafios, lidando com crimes urbanos, perseguições e tensões típicas de uma grande cidade.
O Interior: isolamento, produção e segredos
Ao deixar a capital, o jogador chega ao Interior, uma região dominada por fazendas, estradas de terra e vastas plantações. O ritmo é mais lento, mas a ausência de fiscalização transforma o campo em um local estratégico para atividades ilegais longe dos olhos da cidade grande.
Picapes, motos de trilha e personagens com hábitos e sotaques distintos ajudam a construir uma atmosfera própria, onde o perigo se esconde atrás da aparente tranquilidade rural.

Serra do Mar: natureza, indústria e tensão
A Serra do Mar funciona como uma zona de transição entre o planalto e o litoral. Estradas sinuosas cortam a Mata Atlântica, revelando cachoeiras, trilhos de ferrovias abandonadas e áreas tomadas pela vegetação.
Ao pé da serra surge Cubatinho, um polo industrial pesado, repleto de fábricas, chaminés e dutos que cobrem o céu de cinza. O contraste entre natureza exuberante e poluição industrial reforça o tom crítico do jogo.

Baixada dos Anjos: crime também à beira-mar
No litoral, o jogador explora a Baixada dos Anjos, uma região onde o turismo convive com a criminalidade local. Praias, marinas, ilhas e áreas portuárias compõem o cenário, exigindo o uso de veículos aquáticos, lanchas e motos náuticas.
Apesar do clima aparentemente leve, o crime também se faz presente, trazendo novos tipos de missões e desafios ligados ao controle das rotas marítimas.

Um retrato ambicioso do Brasil contemporâneo
Com essas novidades, 171 reforça sua proposta de ser mais do que um jogo de ação em mundo aberto. A versão final aposta em uma narrativa densa, ambientação autêntica e representação direta das contradições sociais brasileiras, colocando o jogador no centro de um estado fictício, mas extremamente familiar.