O estúdio brasileiro Orube Game Studio revelou novos detalhes de Lia: Hacking Destiny, um roguelike de ação 2D ambientado em uma Terra devastada e controlada pela MegaCorp, uma inteligência artificial corporativa que dominou o planeta, destruiu a natureza e escraviza… gatinhos.
No comando de Lia, os jogadores enfrentam um mundo pós-apocalíptico dominado por propaganda corporativa, robôs explorados e uma IA central que dita as regras com uma cordialidade ameaçadora. O jogo combina combate acelerado, narrativa irreverente e sistemas altamente variáveis, reforçando sua identidade própria dentro do gênero.
Combate híbrido e builds totalmente imprevisíveis
Lia: Hacking Destiny permite ao jogador definir seu próprio ritmo de gameplay, alternando livremente entre combate corpo a corpo e à distância. A cada run, novas armas são sorteadas, indo de katanas e machados até metralhadoras, lança-chamas e bazucas, todas com atributos aleatórios e níveis de raridade distintos.
Além do arsenal, o progresso é marcado por uma enorme variedade de poderes passivos e ativos. Entre eles estão habilidades que lançam shurikens, eletrificam o dash, invocam espadas giratórias e dezenas de outros efeitos visuais que transformam cada partida em um verdadeiro caos controlado na tela.
Chefões excêntricos e uma IA vilã nada discreta
O jogo também se destaca pelos chefes carismáticos, como um robô de segurança narcisista que patrulha de segway, um pterodáctilo mecânico e a Forja-Mãe, responsável por produzir toda a frota da MegaCorp.
No centro da trama está o grande antagonista: o Executor, uma inteligência artificial assassina que se comunica de forma educada, didática e ameaçadora — claramente inspirada em assistentes virtuais modernos, funcionando como uma sátira direta ao discurso corporativo automatizado.

Narrativa presente em cada detalhe do mundo
A história de Lia: Hacking Destiny não se limita a cutscenes ou diálogos tradicionais. O jogador interage constantemente com propagandas enganosas da MegaCorp, mensagens internas destinadas aos próprios robôs e até CAPTCHAS absurdos, que precisam ser resolvidos para provar que você “não é humano”.
Outro destaque narrativo são as conversas coletáveis entre os robôs, apresentadas como trocas de mensagens que expõem o cotidiano surreal dos chamados “cyber-funcionários”, submetidos a jornadas intermináveis e ameaças constantes do Executor.
Resgate de gatinhos e progressão da base
Entre os elementos mais inusitados do jogo está o resgate de gatinhos escravizados pela MegaCorp, forçados a dançar, tocar piano e vestir fantasias para gerar engajamento em vídeos corporativos. Ao libertá-los, o jogador forma um verdadeiro exército felino, que passa a habitar a base e contribui para a progressão do jogo.
Produção brasileira com dublagem completa em português
Desenvolvido inteiramente por uma equipe brasileira, Lia: Hacking Destiny conta com dublagem completa em português, realizada por atores que já participaram de séries como Arcane e Castlevania, além de jogos como Destiny 2 e Assassin’s Creed. O texto aposta em gírias, referências culturais e humor ácido, reforçando a identidade nacional do projeto.
Visualmente, o game utiliza pixel art sci-fi, combinada com shaders e efeitos especiais que elevam o impacto visual da ação frenética.



Data de lançamento e plataformas
Lia: Hacking Destiny será lançado em 13 de novembro, com estreia simultânea em todas as plataformas. O jogo chega à Steam por R$ 39,99, com desconto de lançamento, além de versões para PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series S/X, Nintendo Switch 1 e 2, e também para Android e iOS.