O cinema brasileiro se prepara para levar às telas um dos episódios criminais mais emblemáticos da história recente do país. Estrelado por Murilo Benício, o longa-metragem Assalto à Brasileira teve seu lançamento oficial agendado para o dia 5 de novembro, prometendo unir tensão dramática e crítica social em torno do caso com a maior quantidade de reféns já registrada em agências bancárias nacionais.
Jornalismo de risco e jogo duplo no interior do banco
A trama gira em torno da trajetória de Paulo, repórter recém-demitido que busca dar a volta por cima na carreira. Flagrado acidentalmente dentro da agência no instante da invasão armada, ele enxerga na situação caótica a brecha perfeita para emplacar uma cobertura jornalística exclusiva de repercussão nacional.
Para garantir acesso aos bastidores do crime, o repórter passa a atuar como interlocutor de Moreno e Barba, cabeças do grupo de assaltantes vividos por Christian Malheiros e Robson Nunes. Do lado de fora, a operação tática de contenção e as complexas conversas para libertação das vítimas ficam sob o comando do experiente policial Fonseca, interpretado por Paulo Miklos.
O contexto real do maior assalto a banco do país
A narrativa resgata os eventos verídicos ocorridos em Londrina, no Paraná, no fim de 1987. Naquela oportunidade, sete assaltantes armados tomaram o prédio central do Banestado e fizeram mais de 300 pessoas de escudo humano, demandando um ônibus de escape e a soma de 30 milhões de cruzados.
O episódio paralisou a cidade e atraiu uma multidão aos arredores da agência. Em meio ao momento conturbado de hiperinflação e descrença econômica que assolava o país no final dos anos 1980, grande parte do público que acompanhava o cerco nas ruas chegou a vibrar abertamente pelos criminosos, gerando um fenômeno midiático e comportamental sem precedentes no Brasil.
Grandes nomes nos bastidores da produção
O comando da obra cinematográfica fica a cargo de José Eduardo Belmonte, diretor renomado pela condução de Alemão, trabalhando com roteiro assinado por L.G. Bayão, autor de Aumenta que é Rock and Roll. O projeto consolida a união criativa entre +Galeria, Santa Rita Filmes e Grupo Telefilms.
A reconstituição desse momento tenso e inusitado da crônica policial promete movimentar as salas de exibição a partir de novembro. O que você achou da premissa da produção? Lembrava desse caso histórico ou quer saber mais sobre os bastidores da época? Participe da conversa deixando seu comentário abaixo e continue de olho na nossa cobertura para não perder nada do cinema nacional!
