A Xbox planeja conciliar o fortalecimento de suas principais marcas com o desenvolvimento de propriedades intelectuais inéditas, mesmo diante de um cenário de severas reduções operacionais. Durante reunião interna realizada na última semana, a CEO da divisão, Asha Sharma, reforçou a necessidade de buscar inovação criativa para expandir o alcance da empresa.
A declaração veio à tona por meio de transcrições obtidas de fontes internas, em um período marcado pelo desinvestimento direto em estúdios renomados da casa, a exemplo de Ninja Theory, Double Fine e Compulsion.
O equilíbrio entre marcas bilionárias e projetos inéditos
Segundo Sharma, a meta da companhia envolve transformar os principais títulos em franquias globais de bilhões de dólares, sem deixar de lado a concepção de novas marcas duradouras. A executiva pontuou abertamente que a divisão não conseguirá sobreviver no mercado apenas revisitando conquistas passadas, apontando a necessidade de coragem para apostar em criações originais capazes de atrair novas audiências.
A manifestação busca responder às inquietações de desenvolvedores e da comunidade, que temiam uma guinada conservadora focada exclusivamente em pilares consolidados como Call of Duty, Fallout, World of Warcraft e Candy Crush.
Mercado casual e reorganização interna
No segmento mobile e casual, a executiva destacou o plano de expansão para a King. O setor enfrenta uma disputa acirrada por espaço, uma vez que concorrentes como Monopoly Go e Block Blast vêm diminuindo a fatia de mercado ocupada historicamente por Candy Crush.
Paralelamente, a reestruturação física e operacional das equipes segue em andamento. Sharma reiterou o movimento de simplificação que transferiu marcas como Halo e Sea of Thieves para a tutela da Activision, sinalizando que novos processos de reorganização interna podem ocorrer em breve.
Demissões em massa e respaldo da Microsoft
As mudanças acontecem em meio a cortes expressivos no quadro de colaboradores da Microsoft. A empresa realizou o desligamento de 1.600 funcionários em julho, dispensou outros 300 profissionais em setembro e mantém a previsão de novas demissões.
Apesar do impacto dos cortes no quadro técnico e criativo da desenvolvedora, a condução das reduções orçamentárias liderada por Asha Sharma foi alvo de elogios diretos do CEO da Microsoft, Satya Nadella.
